Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Entrevista com Alison Bentley...

«Enquanto a Super Bock for feita em massa, nós estamos lá»

Alison Bentley é a beleza das mulheres e a fúria das máquinas. Na vertigem de um novo registo, o Rascunho foi à garagem conversar com o colectivo famalicense.  :: 09-01-2007

Alison é uma mulher sensual que pousa serenamente para a fotografia em cima de um poderoso e rápido Bentley. Mário (guitarra), Quintela (guitarra), Zé Barbosa (Baixo), Poupa (bateria) e os dois vocalistas, Grilo e Jota Pia, transpuseram esta imagem para o plano musical e deram forma aos Alison Bentley – reflexo de um Rock estonteante. Em vésperas de lançar o terceiro trabalho de originais, o Rascunho foi à garagem dos dirty six assistir a um ensaio e procurar saber mais sobre esta banda famalicense, a espalhar irreverência desde 2001.



Os Alison Bentley já andam na estrada desde 2001. Como é que tudo começou?

Já havia uma banda (os Stnk Skunk) com a maior parte dos elementos da formação actual. Depois essa banda acabou porque o pessoal não se estava a dar. Entretanto, entrou o Poupa para a bateria e tocámos assim até 2003, ano em que entrou o Pia, o nosso outro vocalista.

Na vossa biografia dizem que, aquando da formação da banda, partilhavam todos os mesmos gostos musicais. Quais são as influências dos Alison Bentley?

As influências partem dos gostos de cada um. Eu gosto de uma 'cena', ele gosta de outra. Podemos gostar todos de coisas muito diferentes, mas o som da banda encontra-se nas referências em comum. Acaba cada um por tocar influenciado pelos gostos pessoais dos outros. No fundo, toda a gente gosta de Rock. Há alguém que goste de electrónica, mas o que nos une mesmo é o Rock.

Já gravaram duas maquetes de originais – Not of Your Business (2002) e Combo Nation Move (2004). O que têm a dizer sobre esses dois trabalhos?

Ambos foram gravações caseiras de garagem. O primeiro foi bastante mau (risos). Foi a primeira experiência que tivemos e foi gravado num estúdio que não tinha nada que ver com a nossa sonoridade. O segundo já foi melhor, mas também não era bem aquilo. Na altura interessava-nos e justificou-se fazer aquilo e se não os tivéssemos feito estávamos agora a dar os erros que demos das outras vezes. Foi bom para aprender. Mesmo assim, foi com o primeiro registo que conseguímos cerca de 30 concertos e com o segundo, então, fomos tocar a sítios como a Casa da Música, no Porto.

Certamente que o vosso reportório não fica por aqui. Que mais têm feito em termos de criação musical?

Não temos limites de criação. A nossa média é de duas músicas por cada dois ou três meses. Fazemos, gostamos, avançamos e se não gostamos deitamos fora. Não somos do género de dizer: até determinada altura temos que fazer dez músicas. Se até lá não fizermos nenhuma é porque não fizemos nenhuma. Temos é que gostar delas, quer sejam boas ou más.

A última gravação dos Alison Bentley remonta ao ano de 2004. Para quando um novo projecto?

Está aí a sair. Estamos agora a gravar num estúdio bom em Coimbra.

E não querem revelar mais nada…

No máximo dentro de três meses está aí. Vai ser melhor em tudo. Melhor em som, melhor no grafismo, melhor na capa, mesmo no material. É uma coisa mais a sério. Todos nós achamos que as músicas estão perfeitamente melhores do que o resto que já fizemos.

Os Alison Bentley já deram dezenas de concertos pelo país. Quais foram os locais mais marcantes por onde passaram até agora?

Sem dúvida nenhuma a Casa da Música, no Porto, foi o melhor concerto. Era o que tínhamos melhor som para tocar em palco. Mas também o Hard Club ou a Romana, em Fafe. Não é por ser em bons sítios, pois tocamos com o mesmo espírito em todo o lado e temos grandes recordações de todos eles. Já tocámos em Matosinhos para três pessoas e chegámos ao fim do concerto a ofegar, sem ter ar para respirar.

Tanto quanto eu sei, os Alison Bentley são conhecidos pela sua irreverência em palco. Como descrevem as vossas actuações?

Nada é propositado. Tudo é espontâneo e natural. Tanto somos assim fora do palco como lá dentro. Muitas vezes quem dita é o público. Se o público estiver a puxar, nós também 'curtimos' a nossa 'cena'. O último concerto que demos estávamos a tocar e levar com tremoços na cara e isso puxa (risos). Nós somos malucos e se o pessoal estiver a ser maluco também… nós somos ainda mais.

Em tudo o que fazem, os Alison Bentley adoptam uma postura autónoma, o chamado Do It Yourself, muito próprio do estilo punk dos anos 70. Porquê essa tomada de atitude?

Não chegámos a um ponto e dissemos vamos ser Do It Yourself. Isso acontece, basicamente, porque não temos dinheiro nem cunhas, ou seja, estamos por nossa conta. Não devemos nada a ninguém. Podemos fazer aquilo que nós quisermos e vamos aonde quisermos e se não quisermos não vamos.

No meio disto tudo o que é que vos dá mais gozo fazer?

Somos seis amigos que gostam de estar sempre juntos e ir para fora beber umas cervejas e fazer turismo. O concerto não é só subir ao palco, é também a viagem. É por isso que a maior parte das bandas acaba por não resultar ao final de uns anos. Nós estamos juntos ao fim de seis anos como da primeira vez que nos encontrámos. Somos quase como irmãos.

Pelo que me chega aos ouvidos, os Alison Bentley são conhecidos um pouco por todo o lado, já ganharam o concurso Estado Nação e são para alguns quase uma banda de culto. Vistas bem as coisas o que é que falta para darem o salto? Ou não querem dar o salto?

Claro que queremos dar o salto. Quem nos dera viver da música. As coisas vão surgindo aos poucos. Não estamos obcecados por isso. Se daqui a dez anos ainda não tivermos dado o salto e continuarmos iguais, vamos estar felizes como agora. Não vamos ter uma depressão por causa disso. Queremos é fazer a nossa música, continuarmos juntos e, enquanto a Super Bock for feita, em massa nós estamos lá.

Para finalizar, vou satisfazer uma curiosidade. Como surgiu o nome Alison Bentley ? E o que é que esse nome simboliza?

Não é nada que faça sentido. É a junção da beleza das mulheres com a fúria dos carros f**idos e cheios de óleo, tal como naqueles filmes dos anos 50, com as pin-ups a pousar em cima dos carros. O sonho de qualquer rapaz é ter uma boa mulher e o carro. É como o nosso som, bonito e frágil, mas também f**ido e rápido. Alison Bentley simboliza Rock n’Roll nas veias. Alison Bentley significa festa.


Sítio Oficial
| MySpace


Entrveista feita por Carlos Daniel Rego e retirada do site RASCUNHO.... http://www.rascunho.net/artigo.asp?id=1273#com


publicado por Ed Punk&Destroy às 12:08
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3 comentários:
De 1Y0-A11 a 24 de Dezembro de 2009 às 07:42
This is Britain… this is 2009….we’re supposed to be- no, we are - in recession….surely we are all completely mogadonned, cudgelled by the bad news flow? Surely gloom and negativity are now so solidly hip, they won’t need to be replaced for many years to come?


De 642-241 a 24 de Dezembro de 2009 às 07:43
We all know the hazards of "drunk dialing," but what about texting after you've enjoyed a few cocktails? Dierks Bentley found out the dangers when he sent a text message to one of his musical idols, Alison Krauss, while under the influence.




De 642-415 a 24 de Dezembro de 2009 às 07:44
After several adult beverages, Dierks texted Alison. Two days later, he received a response from the multiple-Grammy winner asking, "Did they hurt or did they help?" With no memory whatsoever of texting Alison, Dierks figured she'd erroneously replied to him


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