Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Cockney Rejects - Entrevista

Entrevista Exclusiva
Londres - Janeiro de 2008

 

"Depois do surgimento da primeira onda das bandas punk rock clássicas, como Sex Pistols, The Damned, The Stranglers, The Clash e Buzzcocks, foi a vez da segunda onda tomar conta da cena inglesa no final dos anos 70, onda essa considerada por muitos como a verdadeira onda do chamado "movimento punk", bem representada por nomes como Sham 69 e Angelic Upstarts e mais adiante pelos Cockney Rejects, não menos dignos de serem considerados parte fundamental desta onda punk rock!

 

A formação atual do Cockney Rejects e que se apresenta pela primeira vez no Brasil em janeiro de 2008, conta com os originais Micky Geggus (guitarra) e Jeff Turner (vocal), além de Tony Van Frater (baixo) e o ex-Leatherface Andrew Laing (bateria).

 

Estes dois shows marcam a primeira passagem da banda pelo Brasil e o Cockney Rejects promete mostrar algumas músicas novas que fazem parte de seus dois últimos discos de estúdio, "Out of the Gutter" (2003) e "Unforgiven" (2007), além das pérolas clássicas compostas por eles nos anos 70 e 80, com destaque para "I'm Forever Blowing Bubbles", "Oi! Oi! Oi!", "Fighting In The Streets", "The Greatest Cockney Rip Off", "We Are The Firm", "Police Car", "Flares 'N' Slippers", "Badman", entre outras. Os ingressos antecipados já estão à venda!

 

Abaixo vocês conferem a entrevista exclusiva que o Portal do Rock fez com Mick Geggus, guitarrista original do Cockney Rejects!"

 

"Portal: O que vocês esperam dessa primeira vez no Brasil na história do Cockney Rejects, que também é a primeira vez da banda na América Latina?

Mick: Deve ser muito legal. A ansiedade está alta em ambos os lados e eu garanto que não vamos decepcionar. Esperem um show muito foda!!

 

Portal: Qual seria o público ideal que vocês gostariam de encontrar durante os shows no Brasil?

Mick: Uma mistura de fãs antigos e novos – o disco Unforgiven parece ter alcançado uma nova geração de fãs e seria legal vê-los nos shows também, junto com aqueles que acompanham os Rejects por todos esses anos.

 

Portal: Como sera o set list dos shows? Você poderia adiantar pelo menos 5 clássicos que serão incluídos com certeza?

Mick: Teremos algumas surpresas, mas posso adiantar que entre outros teremos sons conhecidos como “Police Car”, “Bad Man”, “Join the Rejects”, “I’m not a Fool” e “The Power and The Glory”.

     

Portal: Ouvindo os 2 últimos albums da banda (Out of the Gutter e Unforgiven) podemos observar uma grande diferença em termos de pegada musical, arranjos e mesmo nas letras, comparando-se com os primeiros discos. Vocês ainda sentem a banda como parte do punk rock ou vocês acham que num determinado momento o punk rock foi por uma direção e o Cockney Rejects por outra? O que é o punk rock para você em 2008?

Mick: Sempre mantive a idéia de que uma banda que pretende se manter a mesma e dar aos fâs a mesma coisa de sempre ano após ano, apenas para conseguir um certo volume de vendas, é uma enganação total. Sempre tive orgulho do fato dos Rejects nunca terem mantido uma linha segura e fizemos muitas experiências dentro do estilo punk rock, para manter essas coisas frescas tanto para a banda como para os fãs. Quanto às letras, não se pode cantar sobre o que afetava você quando você tinha 18 anos, agora que você tem 45! Pra mim punk tem a ver com o que você é por dentro e no meu caso é puro rock ‘n’ roll!

 

Portal: O que você acha de uma banda como o Green Day, que conseguiu levar o punk rock a um patamar superior, digamos para o “andar de cima” da música pop? Eles também dizem que foram eles que fizeram o MAIOR show da história do punk rock, para 130 mil pessoas, em 2005 na Inglaterra.

Mick: Eu gosto do Green Day. Eles disseram à imprensa alguns anos atrás que o Cockney Rejects foram uma grande influência para eles e como resultado nós conquistamos uma nova legião de fãs, que somou aos nossos fãs antigos.   

 

Portal: Falando um pouco da história do punk rock, quando o punk explodiu em 1976 com o Sex Pistols em Londres, o que vocês estavam fazendo? Acredito que você tinha 18 anos e Jeff apenas 14, certo?

Mick: Sim, eu tinha 18 e Jeff 14 anos. Jeff passava o tempo cabulando aula e eu era um pintor aprendiz e colador de cartazes da subprefeitura do meu bairro.

 

Portal: Por acaso vocês viram algum show do Sex Pistols no começo? Como foi a experiência? O que vocês achavam do chamado “Contingente Bromley”? Vocês foram influenciados pelo estilo e atitude deles de alguma forma?

Mick: Nunca vi os Pistols (queria ter visto), mas aqueles idiotas do chamado “Contingente Bromley” não nos influenciaram de maneira alguma. Eles costumavam circular com roupas de fetiche (na sua maioria eram de classe média), enquanto a nossa turma era do futebol (acredito que fomos a primeira banda a trazer a arquibancada para a arena punk e depois copiados por nomes como Cock Sparrer, The Business e outros).

 

Portal: Se você assistir ao filme “Lixo & Fúria” sobre o Sex Pistols, você percebe que tudo aconteceu principalmente por causa do modo e atitude únicos de Johnny Rotten. O que vocês achavam de Johnny Rotten naqueles tempos (1976-1977) e o que acham dele hoje em dia? É certo dizer que ele foi a verdadeira “chama” que originou a coisa do punk rock em Londres naqueles tempos?

Mick: Sim, Rotten foi “o cara” no meu livro – um homem muito inteligente com um senso de ironia apurado. Com certeza o punk teria acontecido mesmo sem ele, mas não teria tido metade da graça.

     

Portal: Jimmi Pursey é considerado como a pessoa que “descobriu” o Cockney Rejects. É verdade? Como foi isso?

Mick: Jimmi não descobriu os Rejects (embora ele tenha sido de grande ajuda para a banda conseguir assinar com a gravadora). Procuramos ele por publicidade e as coisas rolaram assim. A EMI estava interessada em contratar uma banda punk depois de terem perdido o Sex Pistols, então Bingo! Lá estávamos nós!

 

Portal: Como você viu o episódio da música reeditada do Sham 69, “Hurry up Harry”, que acabou virando “Hurry up England” durante a Copa do Mundo de 2006? A banda não conseguiu sucesso depois da febre da Copa, Jimmi saiu da banda e agora o Sham 69 está com um novo vocalista. Você acha que vale à pena correr riscos dessa forma apenas por dinheiro? Qual o seu pensamento sobre essa situação?

Mick: Ridículo! Pursey odiava futebol – na verdade ele roubou “Hurry up England” de uma banda chamada Motty’s Sheepskin que gravaram a música para uma campanha contra o câncer. Eles enviaram uma demo ao Jimmi e o bastardo pegou a música pra ele. Serviu tanto a ele que até bombou. Tendo dito isso, como se pode ter Sham 69 sem Pursey? Ele É o Sham 69! Eu vi a banda num festival ano passado com um vocalista gordo chamado Tim alguma coisa. Dizer que eles são uma merda seria um elogio!

     

Portal: Como foi tocar no Royal Festival Hall como convidados especiais de Morrisey (ex-vocalista do The Smiths) em seu show especial com convidados ilustres?

Mick: Sim, Morrisey é fã dos Rejects. Ele me disse que “Subculture” é sua música preferida. Parece que isso data da época em que ele foi perseguido numa viela por um grupo de skinheads em 1980. Parece que quando ele não pode mais correr pra nenhum lado, ele se virou e enfrentou seus oponentes, dizendo “Seus merdas, só porque eu me visto assim vocês acham que eu sou um marica? Eu ouço Cockney Rejects também porra!”. Aparentemente os skins gostaram dele e começaram a aparecer nos shows dos Smiths!

 

Portal: O público do show de vocês é o mesmo que segue a banda desde o começo ou vocês estão conquistando novos fãs?

Mick: Como expliquei antes, ainda temos nossos fãs leais, mas também uma nova geração de fãs do Green Day/Blink 182 que vieram conhecer a influência de seus ídolos e, mais do que nunca, gostam do que vêem e ouvem!

 

Portal: O que você pensa da Oi! Music e do jeito que a coisa toda está hoje em dia? Fale pelo menos do ponto de vista ingles.

Mick: A Oi! Music parece pra mim ter sido contaminada por várias bandas plágio, que grunem com o vocal desafinado de sempre, acompanhado de letras estúpidas normalmente falando sobre violência e futebol. Como falei antes, você deve estar sem merda na cabeça quando você completar 30 anos! Muitas dessas bandas estiveram envolvidas em violência pesada no passado, talvez eles não gostassem de cantar sobre isso. Ouça a letra de Jeff em “(I Dont Wanna) Fight No More”. Agora existe um lugar no qual todos nós podemos nos identificar.

 

Portal: Qual seria a mensagem final para os punks, skinheads, rockers e malucos em geral que estarão nos seus shows no Brasil?

Mick: Segurem seus chapéus galera, lá vamos nós!"

 

entrevista por Marcio Faveri - da redação

http://www.portaldorock.com.br/entrevistacockneyrejects20081.htm

 

 

 

http://www.cockneyrejects.net/

publicado por Ed Punk&Destroy às 20:59
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