Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Porcos Cegos . entrevista


27/07/2007 | por Pedro Fernandes

"Entrevista com Henrike, vocalista da banda de punk-rock Porcos Cegos, ex-BLiND PiGS."

 

O que motivou a banda a dar uma pausa em suas atividades em 2005?

Henrike: Em 2005, problemas pessoais levaram ao fim da banda conhecida desde 1993 como Blind Pigs. Não vou entrar em detalhes pois acredito que a vida pessoal de cada um não diz respeito a ninguém. Mas como estar em cima de um palco, criar músicas e gravar discos está no meu sangue e no do Gordo (amigos de infância), não conseguimos ficar muito tempo longe daquilo que mais amamos, tocar Punk Rock, e resolvemos voltar a incomodar. Mas decidimos voltar com o nome traduzido para nossa língua. Não foi uma “jogada de marketing” como muitos andam dizendo por aí.

 

Vocês já devem ter ouvido esta pergunta um milhão de vezes, mas para os menos atentos, o que ocasionou a tradução do nome antigo para "Porcos Cegos”?

Henrike: Eu não aguentava mais as pessoas escrevendo e pronunciando errado o nome Blind Pigs e também acho que chegou a hora de todos nós valorizarmos um pouco mais nossa cultura e nossa língua. Foi uma decisão difícil, nem toda a banda concordou, mas no final a mudança aconteceu. Já tínhamos gravado um disco logo que o Blind Pigs terminou (no meio de 2005) somente com músicas em português, que iria ser lançado com a alcunha Blind Pigs antes do Blind acabar, mas o projeto acabou arquivado. Quando resolvemos voltar, regravamos alguns vocais e remixamos o disco e lançamos ele com o nome já traduzido, assim surgiu o álbum "Heróis ou Rebeldes".

 

Recentemente o Porcos Cegos passou por várias baixas, com a saída de alguns integrantes. O quanto isso afetou a banda no geral?

Henrike: Bom, o Mauro, baixista, não gostou muito das direções que banda vinha tomando e resolveu abandonar o barco, no lugar dele colocamos nosso camarada Galindo, da banda punk paulistana, General Bacon. De resto ficou igual: Eu (Henrike) nas vozes, Gordo nas vozes e na guitarra, Fabiano nas guitarras e Buda na bateria. O quanto afetou? Não sei, acho que no palco está mais energético, mas vamos esperar um disco novo para ver como vão ficar as composições novas.

 

Qual a sua posição sobre o punk rock no Brasil nos dias de hoje?

Henrike: A mesma de sempre. Independente, marginalizado e ignorado pela grande mídia.

 

Quais são suas opiniões sobre post-hardcore, screamo e as novos estilos que estão surgindo na cena underground?

Henrike: Bom, não sei te responder, porque não ouço essas coisas. Fico ouvindo apenas os clássicos e algumas bandas que ainda fazem o velho e bom Punk Rock.

 

Em um manifesto pessoal, Greg Graffin, vocalista do Bad Religion, afirma que o punk é uma revolução pessoal, resultante de uma profunda meditação sobre o mundo ao nosso redor. Você concorda com isso? O que você diria para as pessoas que acham que punks são somente arruaceiros ou seguidores de moda sem valor algum?

Henrike: Cada um tem sua opinião do que é ser Punk, invente a sua. Mas sim, concordo com o Greg Graffin. Já fui um grande fã do Bad Religion. Os LPs “Suffer”, “No Control” e Against The Grain” são grandes clássicos do Punk Rock californiano, e os caras do Bad Religion NUNCA usaram visual punk, eram punks para eles mesmos. Foda-se o que os outros pensam, seja punk para você mesmo, não para um grupo elitista e uniformizado te aceitar. Não existem regras no Punk Rock. Deixo isso bem claro na letra de Heróis ou Rebeldes: “faço o que quero não te devo explicações...”.

 

Quais são as principais influências da banda? O que você têm ouvido ultimamente?

Henrike: Tenho ouvido muito Johnny Cash “Live At San Quentin”, qualquer coisa do The Pogues ou Shane McGowan, Eddie Cochran, Rockabilly dos anos 50, e claro, sempre, a melhor banda que já existiu: The Clash.

 

Quais conselhos você daria à uma banda que está começando agora, com todas as dificuldades atuais de se conseguir espaço em um cenário abalado pela moda?

Henrike: Ensaio. Muito ensaio.

 

Vocês ainda executam as músicas em inglês nos shows? Ou somente as cantadas em português?

Henrike: Deixamos as músicas em Inglês de lado ao vivo, mas tocamos os clássicos do Blind Pigs em português.

 

Por mais que eu ache que não tenha nenhuma semelhança, muitos tacham vocês de uma versão nacional do Rancid. Qual a posição de vocês sobre isso?

Henrike: Comparações nunca me incomodaram. Me incomodaria se eu fosse comparado com o Blink, mas com o Rancid? Como posso reclamar? Rancid, na minha opinião é uma das grandes bandas Punk Rock da atualidade.

 

E o que vocês estão preparando em termos de lançamento? Tem previsão de um disco novo?

Henrike: Não, mas ainda este ano vamos lançar um CD com os discos “Blind Pigs” e o CDEP “Porcos Cegos” em um único lançamento com várias faixas inéditas e músicas que gravamos e que nunca foram lançadas. E já filmamos o clipe de Heróis ou Rebeldes. Em breve vai estrear.

Então é isso, obrigado pela entrevista. Mensagem final?

Henrike: Valeu pelo espaço! Apareçam nos shows! Grande abraço!

http://porcoscegos.antimidia.com.br/

http://www.myspace.com/porcocego

 

publicado por Ed Punk&Destroy às 11:27
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